Meryl Baby

Meryl Baby

domingo, 13 de março de 2011

Os modelos de Meryl Streep


     Como nós sabemos, Meryl é uma pessoinha adorável, muito simples, não tem vaidade, gosta mesmo "de jeans, camiseta e sandália", como disse em uma entrevista. No entanto, acostumada com saltos altíssimos, anda, corre, dança, brinca, como se estivesse descalça mas, quando tem que se apresentar numa grande noite, veste-se, então com esmero, sem a mínima empáfia. Ela estava exatamente assim, no Festival de Cinema de Roma, em 2009: muito bem vestida, penteada, maquiada, porém, dando entrevista, foi logo deixando bem claro que, naquela noite estava muito glamurosa, embora não costumasse  andar assim.

     A maneira de Meryl se vestir demonstra o seu estilo de vida: ela é bem prática. Quando gosta da roupa, costuma comprar duas ou três, variando apenas na cor. Também não se importa de comparecer nos eventos vestindo-se da mesma forma, como tenha se apresentado em outros, anteriormente. O que altera é o grau de importância do evento. Meryl gosta, mesmo, é de sentir-se à vontade, sem trajes pesados que a obriguem a um comportamento travado, pois o luxo e a ostentação são palavras de pouco uso, na sua vida, no seu dia a dia.

     Em 1979, Meryl compareceu na noite do Oscar, com um vestido preto muito bonito; no Bafta, de 2009, trinta anos depois, lá estava ela, com ele, muito mais bonita do que antes!

     Na Premiere de "Mamma Mia!", no Japão, em janeiro e no Oscar, em fevereiro, ambos em 2009,  estava com os mesmos sapatos;

       Naquela festa de encerramento das filmagens de "Mamma Mia!", e na Premiere de "Julie&Julia" estava com o mesmo vestido vermelho, Prada.
     Aquele outro vestido, que usava numa entrevista, cheia de fotos com o pessoal, do set, de "Mamma Mia!", ainda na Grécia, foi o mesmo com o qual se apresentou numa entrevista, na TV, no programa "Live With Regis and Kelly" , e no almoço de indicação ao Oscar 2010.



      A estola que a envolvia, na Premiere "O Fantástico Mr. Fox", também fora usada em época anterior, quando recebeu o prêmio Gothan Awards 1999.

      Meryl adora e usa sempre um agasalho, de meia estação, que vestiu no Festival de Cinema Deauville, na França, e na Premiere de "Julie&Julia", em Roma, todos em 2009.

             
      Tem também um casaquinho preto, com que estava em duas Premieres "Julie&Julia" , naquela entrevista, na Grécia, com os colegas de "Mamma Mia!", e ainda na entrevista com Regis e Kelly. Sem falar nos modelos maravilhosos, que ganhou de presente, quando terminaram as filmagens de "O Diabo Veste Prada", e que doou, para um leilão, com fim caritativo!


     Esta simplicidade, da Meryl, me encanta. Ela sabe o quanto é querida por aqueles que admiram o seu talentoso trabalho e a sua adorável pessoa. Sabe que estes seus amigos serão sempre seus amigos e que a adoram porque ela é exatamente, como é. O mais lindo de tudo  é que Meryl faz inúmeras doações de dólares, para campanhas, projetos, pesquisas, no seu país e fora dele, também. Outras, no seu lugar, estariam desperdiçando estes mesmos dólares em supérfluos, em vestidos feitos por famosos estilistas, sapatos, joias para cada noite de festa ou de prêmios... e até olhando para ela como se fosse uma aberração!...
      Por    tudo    isso,   adoro   a   Meryl,  do  jeitinho que  ela é.  Que  Deus  a  abençoe,  sempre.
                                                                               

sábado, 12 de março de 2011

Meryl Streep, Anjo





       "Meryl largou tudo para cuidar de John Cazale, seu noivo, que estava com câncer ósseo. Durante as últimas semanas da vida dele, ela se mudou para o hospital. Todos os dias lia para ele, as páginas de esportes, do jornal, imitando comicamente, anúncios de TV, tentando dar alento ao seu espírito, até o final, já bem próximo, nunca permitindo que ele o soubesse."
        Há algum tempo, tomei conhecimento destes fatos tocantes. Entretanto, não resisto: cada vez que me recordo deles, ou comento-os com alguém, fico muito emocionada.  Que amor, que abnegação! 
        Enquanto filmava "The Deer Hunter", o diretor Michael Cimino soube que o ator estava com câncer e insistiu para que as cenas dele fossem filmadas antes que as dos outros atores. Quando o Studio soube disso, quis retirar Cazale do filme, porém, sua então noiva, Meryl Streep, ameaçou se demitir do longa, caso isso acontecesse. Ele faleceu aos 42 anos, em New York, devido a um  câncer ósseo, dias após o término das filmagens de "The Deer Hunter". 


      A carreira de Meryl estava começando a florescer.  Ela a interrompeu para se dedicar, exclusivamente, ao seu querido John, pouco se importando com os rumos que sua Arte poderia tomar. Tanto despreendimento, tanto carinho, tanto amor estariam sempre em pauta, em sua vida.
       A generosidade de Meryl é um fato mais do que notório, algo meio fora do comum, especialmente no ambiente artístico, onde há muita competição. As pessoas a "amam e odeiam", como costuma dizer, mas  como é humaníssima, Aquele-Lá-De-Cima jamais a deixa em falta, criando, a sua volta, uma espécie de  redoma -  cúpula de vidro, de forma abobadada, para resguardar do ar e da poeira (e da maldade)  objetos (e pessoas) delicados.      
      Após a morte de Cazale, Meryl filmou "Kramer vs. Kramer", quando recebeu seu primeiro Oscar.
      



      Agradecimentos a Virgínia Lago. [20:44:28]
       

sexta-feira, 11 de março de 2011

Meryl Streep, no Oscar 2010

   As pessoas amorosas, alegres, brincalhonas, sempre despertam uma certa estranheza, nas demais. Às vezes tornam-se alvos de deboche, de desprezo. São, até, consideradas meio avoadas... São desrespeitadas no que pensam, no que falam e, até o seu trabalho fica estereotipado, aos olhos dos outros, terminando por ser considerado inferior e, não são poucas as vezes em que é preterido, em relação aos demais, bem mais medíocres.
    Meryl é o exemplo básico, no caso do Oscar 2010. Ela é alegre, original, carinhosa, prestativa, vive divertindo a todos, com suas piadinhas e brincadeiras, adora fazer todo mundo rir... Ela nasceu assim e acho que nunca mudará. Por que será que não recebeu este Oscar, quando sua performance, em "Julie & Julia", foi tão maravilhosa? Em que planeta Sandra Bullock foi melhor do que ela? Sim, porque, aqui na Terra, não foi, não! Quais foram os critérios adotados e que resultaram em tamanho absurdo? Foi uma injustiça das mais ignóbeis! Na opinião da nossa maior estrela, o Oscar seria um prêmio pela excelência do seu trabalho. Se não o ganhou, naturalmente foi porque sua atuação foi fraca. Mas... por acaso, isto é possível?!
     Na grande noite, de 2010, Meryl se desligou e se mostrou, para o mundo, exatamente como é. Feliz, livre de medos e aflições, bem segura de si, elevou-se, sobre todas as cabeças, doce e leve pomba da Paz, deslumbrantemente vestida, num longo branco Chris March, sendo reconhecida como a mais linda e elegante, da  festa,  do  Oscar 2010.  Prestigiando  a  todos,   levou sua magnífica presença sempre companheira, descompromissada com a ganância, com a inveja, com egoísmo. Priorizou seus amigos (os fãs) porque deram a ela o que valia, realmente: fama, dinheiro, amor. Indicada 16 vezes, tendo levado duas estatuetas, está certa de que tudo o que necessita está naqueles que a admiram. É o que lhe basta. 
      Simples, assim, transformou-se na "Meryl Streep, The New Blockbuster". Mantém sua vida, seu comportamento solto, seu trabalho perfeito, do jeito que sempre foi, demonstrando muito amor ao próximo, jamais se esquecendo dos menos favorecidos.
      Amo esta criatura maravilhosa, formada de partículas divinas, como todos nós. O que a faz especial, é o fato de que as usa corretamente, nos inúmeros setores de sua atuação e no seu dia a dia. Que Deus a abençoe, sempre.  






quinta-feira, 10 de março de 2011

Meryl Streep: por que só na TV a cabo?...



    Mas... então... todos os Telecines são canais fechados da Rede Glooobo?... Óbvio!... Estamos assistindo, desde 26 de fevereiro, "Simplesmente Complicado" nos tais canais, exclusivamente, assim como aconteceu com "Mamma Mia!"?... E "Dúvida"?... E "Julie e Julia"?... Alguém poderia me informar por que, até hoje, não passou, sequer, "Mamma Mia!" em qualquer canal aberto?... Será porque deverá ser mais fácil e oportuno, para se vender os canais fechados? Será porque ficará mais fácil segurar uma futura audiência, quando os interesses televisivos, esperando por alguma grande atração, ou filme, se voltarem para outras emissoras, onde eles vêm sendo anunciados? Isto, entre tantas outras coisas, impede terrivelmente a divulgação da plenipotência da fantástica Meryl Streep!
    Aquele público, sem acesso à TV a cabo (ou mesmo TV a "gato") pouquíssimas vezes (ou nenhuma) teve oportunidade de assistir filmes com a melhor atriz do mundo, porque o binômio populismo + capitalismo muitas vezes esmaga a cultura e precisa se auto-afirmar constantemente. Mas para isto, precisa se apoiar no despreparo sócio-econômico, da populaça brasileira?
    Quando será que o Ministério da Cultura, e seu secretariado, irão compreender que os brasileiros são inteligentes e que não há barreiras impossíveis de se transpor, diante da vontade de compreender, de aprender, de crescer, em se tratando de um povo determinado a ser feliz?
    Liberem logo estes filmes, estrelados pelo maior  ícone do cinema e do teatro! Divulgando, livremente, para todos os cantos do Brasil, a sua Arte perfeita, as suas atitudes, as suas opiniões, as suas visões, racional e humana, os seus nobres ideais e, muito principalmente, a sua incrível humildade (apesar do maciço e indestrutível status, que possui) toda a população de baixa renda, será altamente  beneficiada, com certeza.
     Afinal, como sempre costumo dizer, Meryl é Cultura!... 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Meryl Streep: Carnaval 2011

       Tanta gente já foi tema de escola de samba!... Acho que está mais do que na hora de se homenagear a grandiosa Meryl Streep, minha gente!  E por que isto não foi feito, até agora?! Aposto que possibilitando-se o acesso a algumas histórias da vida dela, a sua longa e maravilhosa carreira, os nossos grandes sambistas, aqueles que idealizam os temas, para o Carnaval seguinte, vão gostar da ideia...
       Imaginemos Meryl Streep, aquela mulher elétrica, a Donna, de "Mamma Mia!", no alto de um carro alegórico, como destaque, sambando, intensa e completamente feliz, cantando, a plenos pulmões, o samba-enredo, composto em sua homenagem, com uma pronúncia perfeita e sem sotaque americano!... 
      Acho que isto não foi cogitado, até hoje, porque, aqui no Brasil, nada se sabe sobre ela. A própria imprensa, praticamente, a desconhece, o que é um absurdo, visto ser ela a maior recordista de indicações ao Oscar, com duas estatuetas em mãos! Talvez nem os grandes empresários de cinema, nem os diretores(!) se interessem em conhecê-la porque o talento dela vai muito além do que eles estão habituados e além do que se conhece, como Arte Cinematográfica, aqui no Brasil! E a generosidade de seu coração?!... É uma das coisas mais lindas e importantes, que veio agregada ao impressionante talento, no seu DNA!
       Por isto, resolvi fazer uma  pequena amostra do que ela é capaz de fazer, dançando e cantando, transbordante de energia e prazer - porque Meryl adora dançar e cantar, brincar e divertir todos que estiverem ao seu redor. 













      Habitualmente, as pessoas com quem trabalha se apaixonam, por ela, com muita facilidade, por causa do seu enorme carisma, da sua alegria contagiante.
      Segue, então, o vídeo "Meryl Streep - Carnaval 2011", feito mesmo com a intenção de mostrar como seria, se ela estivesse, aqui no Rio, no Carnaval, desfilando e se esbaldando, como gosta de fazer! 
       A propósito: escolhi o samba-enredo da "União da Ilha" porque adoro esta escola de samba e, especialmente neste ano de 1982, durante todo o tempo em que a escola desfilou, as pessoas que assistiam, nas arquibancadas, cantaram-no sem parar, independentemente de ser ou não, a "União", a escola mais querida, dos seus corações.  Assistam e conheçam esta Meryl Streep, "sambista", porém,  exatamente do jeito que ela é e, digam-me, depois, se eu "viajei"...

terça-feira, 8 de março de 2011

Meryl Streep e o Dia Internacional da Mulher


 

       Não sei como começar. As emoções atropelam-se na minha alma e eu, entre mil palavras, só encontro uma que traduza a festa do meu coração: Meryl!
       Hoje, Dia Internacional da Mulher e, portanto, é o dia de Meryl Streep, a nossa maior defensora, de todos os tempos, em que a mulher tenta se posicionar no mundo.




      Não tenho conhecimento de nenhuma outra que se preocupasse tanto assim conosco, mulheres do planeta Terra. Nenhuma que nos defendesse, que nos protegesse, que clamasse justiça em nosso nome, que chamasse a atenção do mundo para os nossos problemas, nossas necessidades, nossos direitos sagrados e consagrados, até mesmo por lei.


     Desde as meninas até as mulheres idosas são, normalmente, desrespeitadas, maltratadas, vilipendiadas, humilhadas, violentadas, violadas, difamadas, traficadas, mutiladas, ofendidas, excluídas, abandonadas e se transformando em "mulheres-pais", chefes de família, cujos ditos se ausentaram por interesses próprios e torpes, deixando-as e a seus próprios filhos, em estado de miséria. Essas mães ao invés de cuidar e educar seus filhos, são levadas ao mercado de trabalho, quase sempre sem especialização e, por isso mesmo sem direitos trabalhistas.
      Há muito tempo, Meryl abraçou a nossa causa, sem medo, assumindo esta enorme responsabilidade.
      A sua liderança feminista se estende a várias regiões do mundo: Afeganistão, Gâmbia, Quênia, Líbano, Somália, Índia, Arábia Saudita, Hawaii: ela faz parte do "Equality Now".


      Obrigada Meryl, desde já, em nome de todas as mulheres do mundo. Obrigada por ter este maravilhoso coração de ouro, pela sua bondade, pelo seu amor ao próximo, pela sua maternal proteção.




      Que Deus a abençoe e proteja, onde quer que esteja, Meryl! Nós amamos você!



    

     
                                                  
                                          

Nota - Notícias sobre Equality Now:

segunda-feira, 7 de março de 2011

Com Meryl Streep, uma tarde de cinema...(3)




     Quando a luz 'chegou', e a tal cena também, o cara: "ele vai 'pegar' ela, tia? Olha, ele está tirando a 'roupiiiiinha'! Eu não vou aguentar se ele pegar ela NUUUUUUU!" Aí falei: "que tal se vc se acalmar e vir o filme?" "EUUUU? ME ACALMAR???? DE QUE JEITO, TIA??? Se ele agarrar ela, nuzinho em pêlo, vai ser 'show' porque ela é muito 'sexuaaaaaal'!" E a minha amiga: "lá vem ele de novo com isso de 'sexual', 'sexual'... parece um tarado! Eu, heim!"
     Quando ele viu que não ia ter a tal cena tão esperada, ficou decepcionado. E veio a cena do banco e os dois conversando... ele disse: "agora ela não vai escapar, ele sempre pega ela sozinha em casa, não é, tia?" Eu: "não!" Ele não se conformava. "Mas ele está 'caidinho' por ela, até largou 'da outra'... Não acredito que ela, toda sexual, que nem ele, vai querer ficar com aquele velhinho fraquinho?!"


     O filme terminou. Ele deu um enorme suspiro e disse: "que p. de final! Esse velho não é homem pra ela! Ah vou ver esse filme até 'sair'. (Imagino que seja de cartaz...) Essa mulher me tira do sério! Me sinto feito homem: estou todo suado!"... Quando acenderam as luzes, depois do filme, choveu pipoca nele!...




domingo, 6 de março de 2011

Com Meryl Streep, uma tarde de cinema...(2)



     Pensei que ele fosse ter um 'treco' nas seguintes cenas: quando o Alec Baldwin puxou-a, para junto dele, enquanto dançavam; 


     E a cena deles depois de dançar, no quarto do hotel, quando ele fala "home sweet home": "Aaaai, ele botou a mão 'laaaaaá'!!! (Estou com tosse de tanto rir, agora, revivendo os fatos!)


     De repente, não mais que de repente, acabou a luz. Olha ele: "ah, nããããooo! Bem agora?! E se a luz não 'vinhé'?!" E minha amiga, já fazendo amizade: "seráááá????" E ele: "sô que nem ela" (apontando para mim!!!!) "não vou 'arreNdá' o pé daqui! Vou esperar a luz 'chegar'! Eu paguei!" E a minha amiga, já apavorada porque "não gosta" de escuro: "Mary, você que viu outras vezes, falta muito?" E eu, já 'querendo ver o circo pegar fogo'... Ainda falta a cena do Alec pelado, na cama dela... Aí, 'ferrou' geral! Os dois, juntos: "O QUÊÊÊ?????" O cara: "Nuzinho, em pêlo????" E eu: "não posso falar mais nada. Tem gente que não gosta de saber o que ainda vai passar". "Ah, pelo amor de Deus, tia!" (já íntimo!). E a minha amiga tomou a palavra: "se você falar pra esse aí, eu vou embora!" (Ela odeia que conte o fim!) Nunca me senti numa situação tão divertida, ladeada por duas criaturas ímpares!...
    





sábado, 5 de março de 2011

Com Meryl Streep, uma tarde de cinema... (1)


     Numa das vezes em que fui ao cinema para assistir "Simplesmente Complicado", acabei me divertindo duplamente!  
      A  minha esquerda, estava  um  casal de  gays. Justamente, aquele que sentava na poltrona, ao lado da minha, era, literalmente,  lou-co pela Meryl!!!! Acho que se sentia ELA! Tudo ele ria, tudo ele achava "uma graça", tudo ele dizia que ela era "muito gostosa daquele jeito!" "Eu amo essa mulher!" "A dança dela é 'sexuaaal'!"(?!) "Eu tô 'arrepiadinho' vendo ela dançar, geeeeeente!" "Que dança é eeeessa? Que cooooisa!", "Ela é toda 'sexuaaal'!"....Eu não sabia mais se ria do filme ou ria dele, do jeito dele falar. Resolvi rir dos dois!...


     Minha amiga, que estava doida para ver este filme, sentada a minha direita, começou a reclamar, baixinho:"eu, heim, que garoto chato, não pára com isso, fica falando sem parar 'sexual, sexual'..." E o galerão: "Shhhhiiiiiiu!..." Até que um gritou: "esse cavalo é égua!..." E ele, na hora: "Ih, meu filho, tu não acha não? Até eu acho!... Se tu não acha essa mulher 'sexual', tu deve ser mais égua 'di qui' eu!". Soteropolitana legítima, minha amiga, se alterou:"ih, daqui a pouco vai ter morte aqui... Acho melhor a gente ir para baixo, Mary." Respondi, no ato:"Ah, não, daqui não saio!"
     A 'galera', ficando impaciente... "Cara, cala boca, sô!" E ele..."Por quê? Todo mundo não sente que a 'Meristripe' é 'sexual'? Eu já estava com falta de ar, de tanto rir. Mas, quando ouvi que ele se referiu à Meryl, daquela forma, não pude admitir. "O nome dela é Meryl Streep! E a palavra não é 'sexual', é sensual." E ele: "AH, É!!... Eu sempre troco!"..."
     Era uma gama de suspiros: "ai, meu pai", "assim não consigo aguentar..." (não sei o quê!...) E minha amiga do lado de cá, reclamando dele, me perguntava se eu não achava melhor descer, na certa, ficando apavorada, com medo  da hipótese de uma possível "morte"... 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Uma das injustiças à Meryl Streep

 Adoro e assisto muitas vezes, a entrevista que Meryl deu a Jonathan Ross, em seu programa "Friday Nigth", quando fazia a divulgação de "Mamma Mia!", em Londres, em 2008. Ele foi mais que brincalhão e ela correspondeu à altura, divertindo-se muito  durante toda a conversa, até que, perguntando-lhe algumas coisas sobre a sua convivência com diretores e atores, ela relatou um fato que  nos deixou estarrecidas, a mim e a milhões de outras pessoas, com certeza.
        Durante as filmagens de "Kramer vs Kramer", em 1979, minutos antes de fazer uma determinada cena, Dustin Hoffman aplicou-lhe uma bofetada na face direita e, segundo ela, com toda a força de que era capaz, deixando-a marcada (e perfeitamente visível, no DVD). Ele queria que a cena fosse forte e achou que ela, uma "novata", não saberia fazê-la, como ele desejava.



        Em primeiro lugar, quem ele pensou que fosse? Acho que julgou Meryl "novata", por ele, enquanto novato. Acontece que Meryl era nova, mas não novata. Sua estrada teatral impunha respeito. Fizera um pequeno papel, em 1977, em "Julia", seu primeiro longa, com Jane Fonda e, pelo seu desempenho, fora convidada pelo diretor Michael Cimino, para fazer "Deer Hunter", com Robert De Niro e John Cazale, de quem era noiva. Por este filme, Meryl foi indicada ao Oscar, pela primeira vez, como Melhor Atriz Coadjuvante. 
        Dustin pode ter sido até um novato fraco, mas ela, não. Ele não podia tê-la julgado e, muito menos  comparado-a, com ele. Ela sempre foi especial. Estava pronta para ser a melhor atriz do mundo. Por "Kramer vs Kramer", justamente, Meryl recebeu seu primeiro Oscar, como Melhor Atriz Coadjuvante. E a realidade está aí, para quem tem bom gosto e sabe "sentir" a emoção, a vida que ela empresta as suas personagens. O que é pior: aquilo foi uma monstruosa e ignóbil covardia, própria de um homem arrogante, prepotente. Ele é tão covarde que, até hoje desmente o fato. Pelo que sei, sobre a grandeza do caráter de Meryl, ela jamais faria uma acusação tão grave, contra uma pessoa inocente. 


        Na entrevista, Jonathan ainda perguntou se a cena havia se passado frente às câmeras... Meryl respondeu, com toda segurança que não e, que se tivesse sido, ela o teria levado à Corte (aos Tribunais). Então, ele que se retrate porque, agora, o mundo inteiro, que a ama, já está sabendo.  Deus abençoe Meryl, sempre... e o perdoe, porque eu, pelo menos... nunca o perdoarei.  
            

quinta-feira, 3 de março de 2011

Meryl Streep e o Carnaval Carioca

        
        Precisei ir ao Centro da Cidade, para fazer compras. A partir da Praça da República, sofri um impacto: Meryl estava no ponto do ônibus, no cartaz do filme "Simplesmente Complicado". Era um tipo de banner, com uma chamada "Superestreia", no Telecine Premium, no dia 26 de fevereiro, às 22 horas. No ano passado, no dia 26/02, houve a estreia desse filme, aqui no Rio!
        Mais adiante, no ponto seguinte, outro cartaz! E, dali para a frente, um desfile de Meryl Streep, coisa inusitada, para mim, que vivo me envolvendo em questionamentos a respeito do "por quê?" acho sempre que, aqui, no Brasil, fala-se tão pouco nela!... Fiquei tão feliz que resolvi saltar do ônibus, ali mesmo,  seguir caminhando ao meu destino, e ver até onde ia aquela exibição.
         Em todos os pontos, pelo resto da Avenida Presidente Vargas, havia um cartaz daqueles. E nas esquinas, também, com a Uruguaiana e com a Avenida Rio Branco; da Avenida Rio Branco com a Marechal Floriano e com a Sete de Setembro; da Presidente Antônio Carlos com a Almirante Barroso...  E, também, no vidro de trás, de vários ônibus... Lá estava ela, a querida Meryl Streep, tão linda, descansando, entre alvos e macios lençóis, como Jane, ao lado do Jake, de Alec Baldwin, seu ex-marido, no filme. Fiquei maravilhada! Minha cidade natal toda enfeitada de Meryl, às vésperas do Carnaval!... Mas, o melhor, ainda estava por vir!
          Por volta das 19:30 horas, caminhando pela Avenida Rio Branco, avistei um grupo enorme de pessoas, cantando músicas de antigos carnavais, ao som de instrumentos de sopro e percussão. À proporção que me aproximava, o som ficava ensurdecedor: era o bloco do Cordão do Bola Preta! Parei, na calçada, esperando que ele passasse, para depois eu voltar para casa. Mas era muito grande. A avenida fora fechada para permitir a passagem do famoso e concorrido bloco, cuja tradição é bem antiga.
           E ele veio e eu fui com ele, uma parte do desfile... só porque descobri, entre os foliões, uma moça que fez a sua máscara, com a foto da Meryl(!), colocou-a no rosto, vestindo uma blusa de alcinha, parecida com aquela do cartaz! Achei a idéia original e engraçada!
           Voltei para casa, cansada, com as compras, de táxi. Minha família, que sabe o quanto gosto da Meryl, falou que eu tinha saído, no Bola Preta, com ela... Pode? E eu fiquei pensando: se a Meryl viesse aqui, para conhecer o Carnaval carioca, eu acho que ela iria adorar!... Ela é tão alegre, comunicativa, adora rir, brincar, cantar, dançar, requebrar... podemos ver tudo isso em vários vídeos!... Bem, em 2012 tem mais... quem sabe?...     

quarta-feira, 2 de março de 2011

Meryl Streep e a medalha de hoje!...

       Estou muito feliz e emocionada porque Meryl receberá, hoje,  das mãos do Presidente Barack Obama, a Medalha Nacional da Arte, por sua contribuição, sem igual, às Artes e à Cultura Americana.  Ela merece! Assim como este, todos esses prêmios que vem recebendo, desde o ano passado, quando esteve em férias, vêm provar que o Oscar não  é mais  sinônimo de talento, perfeccionismo,  profissionalismo,  conforme ainda seja, para seus colegas de profissão. E prova, também, o quanto incompetente e arbitrária é a comissão que julga quais serão os vencedores, de cada ano.  Meryl já é reconhecida como a melhor atriz de cinema e teatro,  por todos os cantos, do planeta. Sua Arte tornou-se sublime e assim sempre será. 
       Desejo, de coração, que receba muitos outros prêmios, e por muitos anos! E, para tanto, há que se convidá-la para tantos filmes quantos forem os excelentes roteiros, para a alegria dos Streepers.
       Parabéns, Meryl querida, tenha muitos anos de vida, cheios de saúde, para realizar novas e muitas obras perfeitas, do jeito que só você sabe fazer!...

terça-feira, 1 de março de 2011

Meryl Streep, geração pós-guerra.

    Pelos discursos de Meryl, percebe-se, claramente, a sua vasta cultura. Também pelo tanto que sempre amou e educou seus filhos, respeitando suas individualidades, assumindo a leonina decisão de preservá-los e preservar-lhes a inocência, e pela sua participação nos estudos deles, ensinando-lhes a importância dos livros, mostrando-lhes a vida, através da leitura diária dos jornais. Obviamente, uma alimentação saudável, atóxica, foi imprescindível. Muitas vezes renunciou aos papéis que lhe eram oferecidos, negando-se a aceitá-los, por censura própria, pensando, ortodoxamente, na integridade deles.
    Meryl construiu sua maravilhosa carreira, as suas próprias custas,   de início,   trabalhando numa  lanchonete. Aliás, tempos mais tarde, um fato marcou sua vida: quando foi pela primeira vez a Londres, trabalhava, diariamente, para comer e pagar hospedagem. Mas, num certo dia, não conseguiu dinheiro suficiente e passou a noite sentada, no Green Park. De onde estava, via o Hotel Riz e jurou, para si mesma, que um dia se hospedaria lá. "E cumpri minha promessa." disse.
     A geração pós-guerra foi educada com seriedade, porque seus pais, ainda jovens, cheios de amor e esperança, tiveram que se adaptar, rapidamente, aos novos valores necessários à mudança do mundo, que retornava aos tempos de paz. Mas os estragos noticiados pela imprensa internacional, não paravam por aí. O pior ainda viria, depois da rendição dos Países do Eixo: a descoberta da barbárie, escondida nos campos de concentração, nos fornos crematórios, nos "laboratórios de pesquisas", cujas cobaias eram pessoas de todos os sexos e idades.
     Os jovens pais amadureceram, instantaneamente, diante de tamanha atrocidade e, quando nasceram seus primeiros filhos, acharam melhor ensinar-lhes os valores reais da vida: o amor ao próximo, o perdão, a tolerância. Tomaram a decisão de desenvolver neles o respeito, a capacidade de ouvir e adotar os conselhos e experiências dos mais velhos. Esta geração teve uma educação esmerada, culta, alicerçada por muita leitura, permitindo, assim, as suas melhores compreensão e comunicação, enquanto seres humanos.
      Realmente, Meryl é uma mulher muitíssimo culta. Ela assimilou todos os ensinamentos de seus pais,  estudou muito, e se transformou  na melhor atriz do mundo. Apenas uma coisa ela pede a Deus, hoje: tempo... Tempo para viver e para realizar todos os sonhos que ainda não realizou... Adorável! Que Deus lhe abençoe, Meryl!