" E a 66ª. edição do Festival de Berlim chegou ao Fim. Nos últimos dez dias, assisti a 42 filmes, publiquei onze vídeos escrevi cerca de 15 mil palavras. E passei frio. Muito frio. Mas também fiz Meryl Streep rir.
Enquanto tudo era preparado para a conversa, ela foi direcionada para um banco que ocupava toda a parede de fundo do café, e caminhou até lá, sentando-se. Ao meu lado!
Congelei. Eu deveria dizer alguma coisa? Reconhecer que estava ao lado de La Streep? Acenar com a cabeça? Sorrir? Oferecer café? Deitar em seu colo e pedir carinho?
Ela resolveu a questão para mim. Provavelmente habituada à impressão que causa nos demais seres humanos que habitam o planeta oficial de Meryl Streep, ela, graciosamente, demonstrou que eu não precisava ficar preocupado, pois não mordia. Fez um pequeno gesto em direção do meu crachá, que estava ao contrário (como sempre do ), e perguntou:
"Market ou de imprensa?"
Ela se referia as duas principais credenciais do festival. Tentando parecer o mais possível natural - como se conversar com a atriz mais premiada da História das Atrizes da Galáxia, fosse algo que faço corriqueiramente, mostrei o crachá e respondi: "Press". Ela sorriu, acenou com a cabeça e voltou a olhar para a frente.
E aí ela soltou aquela risada de Meryl Streep, jogando a cabeça para trás!
A partir daí, começamos a bater papo, trocamos telefone e nos tornamos grandes amigos.
Huuumm.... não exatamente. A verdade é que não consegui pensar em mais nada para dizer e, logo em seguida, ela foi chamada para a entrevista. Ergueu-se, disse um "bye" simpático, e foi cumprir suas funções de estrela. E me deixou com uma história para contar para os leitores, os filhos e os netos, que, por sua vez, a narrarão aos seus próprios descendentes e, perpetuando a História da grande honra com a qual os Villaça foram agraciados no tão longínquo ano de 2016.
por Pablo Villaça
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